Os Geoparques Mundiais da UNESCO são territórios bem definidos que possuem paisagem únicas, com um património geológico de relevância internacional. Este património é trabalhado através de uma abordagem holística, onde as populações têm um papel ativo na criação de estratégias de desenvolvimento, cujos princípios fundamentais são a Geoconservação, a Educação para o Desenvolvimento Sustentável e o Turismo.
Com o propósito de estimular a cooperação entre territórios, promover a partilha de informação e boas práticas, com vista à proteção do património geológico e à promoção do desenvolvimento sustentável, foi criada, no ano 2000, a Rede Europeia de Geoparques (EGN) e, em 2004, foi fundada a Rede Global de Geoparques (GGN). Em novembro de 2015 foi criado o Programa Geoparques Mundiais da UNESCO, com reconhecimento governamental da importância da valorização e preservação de paisagens e locais de forma integrada.
A Rede Portuguesa de Geoparques iniciou-se em 2006 com adesão de Geopark Naturtejo (1) à GGN. O segundo Geoparque português a integrar esta rede foi o Arouca Geopark (2) em 2009, seguindo-se o Geopark Açores (3), em 2013, o Geopark Terras de Cavaleiros (4), em 2014, em 2020 foi classificado o quinto geoparque português, com a integração do Estrela Geopark (5). Em 2024, o Oeste Geopark, classificou-se assim como o sexto Geoparque a integrar nas Redes Europeia e Global de Geoparques.
É de notar, que há neste momento uma candidatura à classificação como geoparque para integração na Rede Europeia e Global de Geoparques por parte do Algarvensis Geoparque.